IPv4 usa endereços de 32 bits e suporta cerca de 4,3 bilhões de IPs únicos. IPv6 usa endereços de 128 bits e suporta 340 undecilhões — um número tão grande que perde sentido físico. A Internet funciona com os dois ao mesmo tempo, mas por razões diferentes, e as diferenças práticas importam quando se depura uma conexão ou se projeta um serviço.
Diferenças principais
| IPv4 | IPv6 | |
|---|---|---|
| Comprimento | 32 bits | 128 bits |
| Espaço total | ~4,3 × 10⁹ | ~3,4 × 10³⁸ |
| Notação | 93.184.216.34 | 2606:2800:220::1946 |
| Requer NAT em escala? | Sim (CGNAT) | Não (ponta a ponta) |
Por que IPv6 existe
A matemática é simples: 32 bits dão 4.294.967.296 endereços únicos, que pareciam infinitos em 1981 mas hoje são menos que a população conectada. A IANA distribuiu o último bloco IPv4 livre em 2011. Desde então, ISPs esticam IPv4 com CGNAT, onde dezenas de assinantes compartilham um IP público. Funciona para navegar mas quebra P2P, gaming e qualquer coisa que precise de conexão de entrada.
O que muda na prática
- Sem NAT, P2P volta: conexões diretas funcionam de novo — útil para gaming, VoIP, WebRTC.
- Extensões de privacidade: SOs modernos geram endereços de privacidade rotativos (RFC 4941).
- Firewall muda: com todos os dispositivos endereçáveis globalmente, regras devem ser explícitas.
Adoção em 2026
A adoção global está em 45-50% no início de 2026 (estatísticas públicas do Google). Índia, EUA, França e Alemanha acima de 60%, impulsionados por redes móveis. CDNs grandes (Cloudflare, Fastly, Akamai, Google) servem tudo em dual-stack. Conclusão: não dá mais para lançar um serviço sério sem suportar IPv6.
Qual você tem agora?
Abra IPeek — se sua conexão suporta ambos verá IPv4 e IPv6 lado a lado, com o operador de rede de cada um. Se vê apenas IPv4, seu ISP ainda não implementou IPv6 ou você está numa rede (VPN corporativa, roteador antigo) que o remove.